Há alguns dias participei do primeiro programa do Huella Infinita Conecta, a nova live que vai ao ar toda quinta-feira, das 10h30 ao meio-dia. Virou uma conversa longa em torno de uma única pergunta, a que quase toda agência está se fazendo hoje: o que muda de verdade no dia a dia quando a inteligência artificial entra em cena.
Você pode ver o bloco completo no YouTube.
O que conversamos
Estes são os pontos que mais chamaram atenção, resumidos para você usar já nesta semana.
A IA não substitui o agente. Ela devolve a parte humana
Falei isso na live e mantenho: a IA não veio para tirar o seu trabalho, veio para tirar a parte de máquina. Aquela que deixa você o dia inteiro na frente da tela montando planilhas e lançando dados. O fechamento de uma venda continua acontecendo entre pessoas. O turismo é uma das coisas mais humanas que existem, e essa parte não se automatiza. O que dá para tirar é tudo o que rouba o tempo que você precisa para atender bem.
O problema não é a IA. É usá-la no modo amador
Quando alguém diz que a IA dá respostas genéricas, quase sempre é uma questão de como se pede. Um bom pedido tem três partes: contexto (quem você é, o que vende), tarefa (o que você quer exatamente) e tom (como deve soar). É assim que você sai do padrão. É a diferença entre os panfletos que parecem todos iguais e uma peça que parece sua.
Pare de perder duas horas montando um Excel ou um PDF
Muitas agências ainda perdem a tarde montando o orçamento na mão, com prints do operador, escondendo preços, escrevendo cada detalhe um por um. Pedido do jeito certo, isso leva minutos. O tempo vai para explicar bem o que você quer, não para a montagem. E, uma vez que você tem o seu formato, é só repetir para o próximo cliente, sem começar do zero.
Para os dados que importam, não confie na primeira resposta
A IA às vezes inventa. Se você precisa de informação para tomar uma decisão, use as funções de pesquisa profunda, que percorrem muitas fontes antes de responder. O NotebookLM, do Google, é mais voltado para isso e costuma ser mais confiável para comparar material. A regra é simples: quando o dado pesa, confira.
A mina de ouro já está no seu WhatsApp
Não precisa começar do zero. As consultas, os registros e a base de clientes que você já tem no WhatsApp são a matéria-prima. Os padrões estão ali dentro: o que se pergunta, onde a venda cai, o que o mercado está pedindo e você ainda não vende. Essa é a parte que quase ninguém olha, porque está encoberta pela operação do dia.
Por onde começar
Se você ainda não usou pra valer, escolha uma ferramenta (ChatGPT, Claude ou Gemini), pegue um plano pequeno e teste uma tarefa real nesta semana. Monte um orçamento, um texto para o Instagram, um e-mail difícil de escrever. Com o tempo, você vai acabar usando um pouco de cada uma, conforme o caso. O importante é começar com algo do trabalho de verdade, não com um teste de brinquedo.
Na Trama, a gente coloca isso em prática do lado comercial. Um assistente atende e organiza as consultas que chegam pelo WhatsApp, registra tudo o que acontece (contatos, orçamentos, o que foi ganho e o que foi perdido) e dá ao time visibilidade da operação, como se você somasse mais uma pessoa. De qualquer forma, tudo o que está acima você pode começar sozinho hoje, sem instalar nada.
No fim da live ficou uma ideia rondando. As agências não vão desaparecer por causa da IA. Vão ficar mais complicadas as que continuarem competindo só por preço, sem colocar na frente a parte humana que a tecnologia ainda não consegue entregar. Essa parte continua sendo sua.
P.S.: no programa deixamos um mês grátis de Trama para quem quiser testar. Está em go.trama.so/yaco.

Yaco Peralta
Co-founder & CEO, trama.
Construyendo trama. para que las agencias de viajes vuelvan a tener foco en la asesoría humana.
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